Como tratar ansiedade, pânico, depressão e outras psicopatalogias na perspectiva da Terapia de Regressão Integrativa?

 


O público em geral muito raramente é informado de que as doenças são multifatoriais, de que possuem causas múltiplas e diferentes níveis de tratamento. Por isso, tantos profissionais de diversas áreas de atuação estão disponíveis no campo da saúde com as suas devidas abordagens. Ocorre que existe uma minoria de especialistas que privilegiam uma visão de saúde mais integrativa que contemple o físico, o psicológico e o espiritual, e muitos outros, a maioria, verdade seja dita, seja por formação ortodoxa e convencional ou mais mercadológica, se restringe a uma visão cartesiana, separatista e fragmentária, no mais das vezes reducionista e desconectada dessa pluralidade de intercorrências e de sua interatividade sistêmica.    

Assim, embora o paradigma de saúde mais popular seja o de combater cartesianamente o plano dos sintomas, descuidando das suas causas, as consequências mais comuns dessa dicotomia e redução no âmbito da saúde mental costumam ser de recorrências paliativas, ou seja, doenças que voltam, reaparecem, se cronificam ou se deslocam, devido a inobservância de suas procedências negligenciadas, onde regularmente profissionais de formação mecanicista e visão fragmentada não se ocupam de estabelecer as devidas correlações de causas e seus efeitos, tendo em vista não se preocuparem com o sistema como um todo, nem com a integralidade da saúde e a interdependência de suas variáveis, menos ainda daquelas eclipsadas em dimensões de subjetividade, para as quais aqueles de formação mais fisicalista constumam dar pouca atenção, fazendo pouco caso de suas variáveis ou as ignorando completamente com bastante frequência. 

Esse desleixo, claro, convém a um determinado tipo de corporativismo arrivista de reserva de mercado, pois, o paradigma dominante materialista, cartesiano e racionalista mais concreto acaba favorecendo a “medicalização” da saúde e os interesses comerciais da indústria farmacêutica que não obstante aos seus méritos e a sua validade relativa em seu próprio nível, deve ser desaprovado quando de suas tentativas furtivas de gerar artificialmente um monopólio e propagar a ciência de modo reducionista, baseando-se em falsos discursos de autoridade e propaganda massiva manipulatória, a extrapolar narrativas materialísticas para dimensões que não são de sua alçada ou competência, enredando o público aos seus tratamentos. Ou ainda, aprisionando mentalmente muita gente ao seu paradigma de negócios, despejando camadas e mais camadas de publicidade muitas vezes restringente, noutras vezes falaciosa e até enganosa, e que torna a visão de saúde das pessoas extremamente estreita, densificada, encarcerada ao materialismo mais grosseiro. 

Muito embora aqui tenhamos que admitir que exista também uma relativa cumplicidade entre as partes, visto que muitos profissionais acabam se vendendo, enquanto as massas sobretudo vão preferir medidas reconfortantes, facilidades e imediatismos em detrimento a verdades onerosas que possam lhes dar mais trabalho. 

Afinal, para a maioria é muito mais cômodo sair de uma consulta com prescrição de tomar uma "pílula mágica" do que ter de reformular os próprios hábitos alimentares, de sono, fazer atividade física, ou ainda, admitir precisar mudar padrões psicológicos arraigados, crenças limitantes e mentalidades enrijecidas ou equivocadas, muitas dessas tidas como "normais".  

Esse alívio bioquímico num curto prazo pode ter um custo alto no médio e longo prazos se a pessoa acreditar que isso por sí só seja o suficiente. Em muito casos não é. E as pessoas precisam entender que esse sistema de dominação redutivo e coercitivo da indústria farmacêutica muitas vezes vai na contramão de sua saúde em geral, colaborando para a geração ou manutenção das próprias doenças que se manifestam e que acabam sendo proliferadas por essa credulidade ingênua do público diante de narrativas que se apresentam como discursos de autoridade, pretensa cientificidade impositiva ou oficialidade corrompida, a incutir crenças errôneas, limitantes ou deturpadas em muita gente. 

Acontece que não existe "visão única" na ciência, muito menos essa tem como avançar com falácias, manipulações, blefes, usuras, subornos, censuras e autoritarismos que são a sua subversão. A falsa ciência ou a imposição científica (assim como a imposição religiosa, doutrinária, filosófica, etc.) corrompe as relações sociais, comprometendo o próprio fazer cientifico, que então acaba sendo usado para coerção coletiva, a adoecer mentes, o meio social e paralelamente, os orgãos do corpo de indivíduos e da sociedade. 

Por analogia, essa infecção social segue a lógica do que chamamos no meio psi de psicossomática, sendo psico do que é psicológico, e somático de soma, que significa corpo. O seja, os efeitos da mente no corpo e vice-versa. O que mais recentemente vem sendo atualizado pela psiconeuroimunologia, que é a conexão da psicologia com as neurociências e a imunologia, esta última, o estudo do sistema imunitário humano. Nessa mesma linha, se você desvirtuar as crenças nas mentes de vários indivíduos você cria uma indução mútua, ou histeria social, ou psicose de massa, que é o adoecimento do corpo social, ou da sociedade em geral, que então pode se converter numa versão "normatizada" de coletividade que é malsã, ludibriada, caricatural, e em última análise, distópica. 

Dito isso, como podemos compreender e tratar então, a ansiedade, a depressão, a sindrome do pânico, o déficit de atenção, dentre outras patologias da mente humana, quando um de seus fatores subjacentes pode ser justamente a influência de crenças adulteradas pela cultura materialista massificada e seu acúmulo histórico-social? Claro, não da história e da cultura como um todo, mas daquelas crenças e emotividades retroalimentadas por um sistema degradante ou simplesmente restritivo que sedimenta padrões deletérios, ilusórios, limitantes e malevolentes que acabam condicionando os corações e as mentes de multidões, no mais das vezes bastante vulneráveis, despreparadas e ingênuas do ponto de vista psicológico. Isso porque afeitas ao auto engano em face a natureza dos mecanismos de defesa da própria mente humana, essa deconhecida para a maioria.

Faço essa observação também para que ela funcione como um filtro para triagem daqueles indispostos a questionar seus próprios pressupostos ou a refletir sobre as várias contradições perigosas do paradigma dominante em qualquer tempo (e seu acúmulo ao longo da história enquanto memória subconsciente), pois todas as épocas e culturas vão trazer as suas luzes e sombras entrelaçadas, não diferenciadas, a intervir nas vidas de todos, cabendo a cada qual cuidar de seu próprio ser e saúde, sem deixar-se iludir tanto com a falsa propaganda que geralmente é apelativa, massificada, passional e/ou coercitiva. 

Se você está sofrendo de uma psicopatologia e não está disposto a rever as suas próprias crenças conscientes/inconscientes e até mesmo modificar seus hábitos arraigados ou modos de se relacionar com o sistema enfermiço em que vive, então, lastimo, mas não creio que este artigo e a minha metodologia de trabalho terapêutico tenha algo a lhe acrescentar.  

O primeiro passo para quem deseja se tratar efetivamente e se curar de quaisquer patologias mentais é reconhecer os pontos em que seu paradigma estabelecido está adoecido e precisa ser revisto. Não se trata de generalizar indefinidamente o que vai mal na sua vida, mas sim de revelar linhas particulares a serem identificadas por método diagnóstico, num exame honesto da própria consciência. 

Uma etapa primordial nesse sentido então, repito, é identificar os padrões comportamentais negativos ou disfuncionais que estejam ligados a dificuldade trazida como queixa, seja essa uma ansiedade, depressão, pânico, tdah, ou o que for, para então definir seu plano de  tratamento. Uma vez estabelecido o diagnóstico dos padrões psicológicos por detrás do diagnóstico de manual, é que parte-se para o enfrentamento de um tema por vez, o que pode envolver uma série de variáveis e o uso de diferentes ferramentas terapêuticas.

Aqui obviamente me refiro mais ao meu ofício no campo da saúde, ou seja, focando nas causas psicológicas e a sua etiologia espiritual, tendo em vista que trabalho com o paradigma da transpessoalidade do ser, e que pressupõe que para além de incluirmos as dimensões biopsicossociais, também devemos contemplar a espiritualidade, ou seja, dimensões de energia subtil, transcendente. Ou “energéticas”, se você preferir essa terminologia.

Nesse preâmbulo insere-se a ferramenta terapêutica ou a psicotecnologia da Terapia de Regressão Integrativa que possibilita aos interessados suporte terápico presencial e/ou online para diagnosticar corretamente padrões disfuncionais ou transtornos psiquicos da mente humana e reprogramá-los de modo integrativo, ou seja, interconectando corpo, mente, emoções e espírito, numa mesma abordagem que inclui a interpretação dos sintomas físicos na busca de suas causas psicológicas, sociais e espirituais que interagem como fatores inconscientes a ser percepcionados. 

Esse entrelaçamento pressupõe tanto a espiritualidade, quanto a historicidade e a ancestralidade, ou seja, os conteúdos dessas dimensões de energia sutil que se corporificam, que se manifestam em nosso plano de existência e na fisicalidade. Ou ainda, repositórios de "memórias intrincadas" que se desveladas pela dedicação séria a um trabalho de profundidade em terapia podem finalmente ser trazidas à luz de nossa consciência, para então ser reconfiguradas em prol de nossa saúde mental, social e integral. 


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